Em "casa", Chape elimina São Paulo nos pênaltis e avança na Copinha

Esporte 10/01/2017 às 20:27


Era Capivari, mas parecia Chapecó. Numa cidade de interior, em um estádio acanhado, com o eco de "vamo, vamo, Chape" por todos os lados, o time mais admirado do futebol mundial desbancou a maior potência do sub-20 do Brasil na atualidade. Depois de conter toda a pressão tricolor por 90 minutos (alguns deles com um jogador a menos), a Chapecoense eliminou o São Paulo nos pênaltis e avançou à terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. 
 
O empate sem gols e a vitória nas penalidades por 4 a 2 refletiu os últimos tempos desse clube alviverde que o mundo abraçou desde a tragédia que vitimou jogadores, dirigentes e comissão técnica antes da final da Copa Sul-Americana. O time sub-20 foi para a Copinha para representar a camisa da Chape, passou de fase e, logo no primeiro jogo eliminatório, tirou um dos grandes favoritos. Agora, encara o Capivariano, em data a definir pela Federação Paulista.
 
Ao São Paulo, resta amargar o primeiro revés em tempos (vinha de cinco taças conquistadas em 2016). Diante de uma torcida quase que totalmente contra (exceção feita, claro, às centenas de tricolores que estiveram na Arena Capivari), o time paulista tomou a iniciativa do jogo, mas criou poucas chances em comparação ao que estava acostumado a fazer na primeira. Viu a decisão ir para os pênaltis e ficou sem reação diante da força mostrada pelo adversário.
 
Nas penalidades, o goleiro Tiepo defendeu logo de cara a cobrança de Militão, apontou para o céu e agradeceu. Ainda viu Geovane mandar pela linha de fundo e, por fim, o companheiro de Chape, Ned, converter o quinto pênalti - Ronei perdeu um para o time catarinense - e garantir a vaga na terceira fase. Isso foi o ponto de partida para uma bela festa com os torcedores no alambrado e, ainda, de um momento de oração no centro do gramado, que terminou com gritos de "vamo, vamo, Chape".
 
O jogo
 
Um primeiro tempo previsível, apesar da falta de gols, para quem esperava domínio do São Paulo diante da Chapecoense. O Tricolor, como costuma fazer desde que a atual geração entrou em cena, controlou as ações da partida desde o início, mas não encontrou facilidades como na primeira fase. A marcação cerrada da Chape permitiu apenas uma boa chance, em cabeceio de Militão defendido por Tiepo. No restante, o time paulista ficou com a bola, mas precisou arriscar muito de longe, sem perigo. O Verdão, ao contrário, garantiu uma defesa sólida como era a primeira meta, mas não teve espaços para contra-ataques ou oportunidades na bola parada.
 
A etapa final foi mais aberta, com chances claras para os dois lados. Se o São Paulo assustava em chutes de longe, como o de Leo Natel, a Chapecoense respondia na velocidade pelas pontas e bola parada. Foi assim que saiu a melhor oportunidade do jogo, já no fim, quando Rhainer cabeceou no travessão após cobrança de escanteio de Vini. O jogador, no entanto, foi expulso no lance seguinte. O Tricolor tentou pressionar nos minutos finais, mas o time alviverde soube se fechar também com dez homens em campo.
 
VITRINE DO CARIRI
GE

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