Em seu 1ª ano, Museu do Amanhã se torna o mais visitado do país

Entretenimento 30/01/2017 às 09:33


 Ele entrou no circuito ainda ontem, já muito atrasado, mas chegou causando: em seu primeiro ano de atividade, o Museu do Amanhã tornou-se o mais visitado do país.

 
Símbolo maior da reforma da zona portuária do Rio, o museu teve 1,4 milhão de visitas desde sua inauguração, em 17 de dezembro de 2015, após sucessivos adiamentos –ele havia sido prometido para o aniversário de 450 anos da cidade, em 1º de março daquele ano.
 
A visitação do Amanhã em 2016 foi maior do que as dos três museus seguintes –o MIS SP, o Masp e o Museu de Arte do Rio– somadas. Também superou o público de 30 instituições federais sob responsabilidade do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), que tiveram juntas 977 mil visitas no último ano.
 
Especialistas ouvidos pela Folha e a própria direção do museu apontam quatro fatores para o sucesso: a inserção do edifício na renovada área portuária carioca; sua arquitetura espetaculosa, criada pelo espanhol Santiago Calatrava; o impulso dos Jogos Olímpicos; e a divulgação midiática sem precedentes.
 
Por fim, há a atração causada pela temática moderna e pelas instalações multimídias da instituição, que foi concebida pela Fundação Roberto Marinho e pertence à Prefeitura do Rio.
 
Receber mais de um milhão de pessoas foi algo que os donos do Amanhã não previram: a expectativa de público para o primeiro ano, firmada em contrato, era de 450 mil pessoas –número a que se chegou após um estudo da Fundação Getulio Vargas encomendado pela prefeitura.
 
"Fizemos um esforço enorme para que a equipe dimensionada [para 450 mil] pudesse atender essa multidão", diz Ricardo Piquet, 53, diretor-presidente do museu.
 
O esforço teve seu custo: o Amanhã acertara com a prefeitura um orçamento de R$ 32 milhões para operar por dois anos (2015 e 2016). Na prática, só abriu para o público no ano passado, mas gastou a verba inteira assim mesmo.
 
"Foi preciso repactuar os contratos de vigilância e de limpeza, para atender três vezes mais pessoas do que o previsto. Eles absorveram essas demandas, fizemos um esforço de manutenção além do projetado. Contratamos temporários para cobrir algumas etapas que sabíamos que seriam necessárias", diz Piquet.
 
Para 2017, o orçamento previsto é de R$ 32 milhões –metade disso, dinheiro municipal. A instituição esperava receber R$ 20 milhões dos cofres públicos. "Para nossa surpresa, a prefeitura [ainda na gestão de Eduardo Paes] mandou um valor de R$ 16 milhões. Ou seja, é um corte no orçamento. Fizemos um outro esforço para buscar patrocinadores além do que estava previsto, para complementar o orçamento", afirma o diretor do museu.

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