Cássio critica e garante defender os portadores de deficiências e idosos

Política 11/03/2017 às 21:47


 O vice-presidente do Senado Federal e senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) critica a forma como reforma está sendo apresentada e garante que não irá votar a favor das mudanças propostas na Reforma da Previdência, a PEC 287, que visa desvincular o salário mínimo aos deficientes que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Assim como também eleva de 65 para 70 anos a idade mínima dos idosos que poderão ser incluídos nesse benefício.

Para o senador essa Reforma não deveria ocorrer como está sendo, precisaria ter sido discutida em um debate muito profundo com a sociedade sobre as mudanças que estão sendo propostas. “Eu acho que o governo perdeu uma chance de fazer um movimento em dois tempos, primeiro de fazer uma proposta a longo prazo, ou seja, daqui 30 anos você criaria um sistema única de capitalização. Segundo, que todos fosse iguais perante a previdência, todos mesmo, o trabalhador rural, o urbano, o servidor público, o militar, os agentes públicos, os políticos, todos teriam a mesma previdência”.
 
Cássio reafirma que jamais será contra essas pessoas que não tem como contribuir com a previdência. “Estarei votando pela manutenção das regras atuais, o benefício que diz respeitos aos idosos, que não tem renda e as pessoas com deficiências. Não votarei pela desvinculação do BPC da desassistir essas populações por uma razão simples: O BPC não PE previdência é assistência social”.
 
Sobre a justificativa dada pela reforma, que pretende com a retirada desse benefício economizar mais de R$ 50 bilhões, o senador ressalta que reconhece o gasto, mas que ele é necessário para a existência de milhões de pessoas. “Esse programa representa um investimento de 54 bilhões de reais por ano, beneficiando aproximadamente quatro milhões e cem mil brasileiros. É uma despesa significativa, porém não creio que tenhamos qualquer outra alternativa de proteger os idosos e as pessoas com deficiências. Essas pessoas não vão conseguir inserção no mercado de trabalho, não vão conseguir sobreviverem”.
 
O tucano sugere ainda que a aposentadoria igualitária fosse aplicada ao longo dos anos. “Seria uma previdência com base atuarial e sistemas de capitalização, mas isso daqui uns 30 anos. Daqui para frente nós faríamos algumas regras de transição, respeitando os direitos adquiridos, respeitando as expectativas de direitos”.

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