"Caixa 2 sempre foi o modelo reinante no Brasil", diz Emílio Odebrecht

Brasil 13/03/2017 às 16:58


 O que era para ser mantido em sigilo tornou-se público nesta segunda-feira (13).

Em depoimento por videoconferência ao juiz Sérgio Moro, Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, falou que a prática de caixa 2 sempre fez parte do "modelo reinante" no Brasil.
 
Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 1ª Instância, decretou sigilo do depoimento de Emílio, mas um erro técnico no sistema de consulta da Justiça do Paraná fez vazar o vídeo com a fala do empresário.
 
"Sim, sabia que existia o uso de recursos não contabilizados. Houve impedimento a partir de 2014. Até então, na época do meu pai [Norberto], na minha e do Marcelo, sempre existiu", falou.
 
Emílio disse atuar na empreiteira desde 1990. Ele deixou o comando da empresa em 2002 e passou o bastão para seu filho Marcelo. Hoje permanece como presidente do Conselho de Administração.
 
Emílio ainda disse que o pagamento de valores "por fora" eram muito mais simples no passado, pois a Odebrecht atuava somente nos setores de engenharia e petroquímica. Hoje, está em mais de 15 áreas.'
 
Ainda no depoimento, Emílio disse não saber se o "italiano" das planilhas era o ex-ministro Antonio Palocci. Ele falou que chamava de "italiano" muitos "companheiros internos" da empresa. "Mas com certeza ele [Palocci] também era identificado com o apelido", reconheceu.

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