Origem dos recursos para custear visita de Lula à PB é questionada; governo nega

Política 20/03/2017 às 10:09


 A imprensa nacional está questionando a origem dos recursos que custearam a superestrutura montada na cidade de Monteiro para receber os ex-presidente Lula e Dilma, no domingo (19). Além disso, os questionamentos envolvem ainda a participação do Governo do Estado

 
No Blog Josias de Sousa, no UOL, a pergunta é feita de maneira direta: Quem pagou o comício de Lula no São Francisco?
 
O jornalista destaca fala do governador Ricardo Coutinho durante a solenidade. “Eu agradeço aos meus companheiros, prefeitos aqui da região. Botaram a mão na massa. Fizeram, efetivamente, de burro, de carroça, de carro, de ônibus, de qualquer jeito criaram as condições para que muita gente estivesse aqui. Não foi gasto um centavo de dinheiro público, não foi gasto nada, a não ser o sentimento de gratidão que o nosso povo tem.”
 
Por sua vez, o jornalista pontua: Coutinho revelou-se um grato cego.
 
Já no Antagonista, tratou o evento com os ex-presidente na Paraíba como “comício ilegal”. “Ricardo Coutinho não é apenas governador da Paraíba. Enxerga-se como seu libertador. Eis o que afirmou no ato eleitoral ilegal de Lula, que Coutinho patrocinou com o dinheiro dos cidadãos paraibanos”, diz trecho do blog.
 
GOVERNO NEGA
 
O secretário do Governo do Estado, Fábio Maia, negou o uso de recursos públicos para custear a visita dos ex-presidentes Lula e Dilma à Paraíba ou para a superestrutura montada na praça de Monteiro para receber os petistas.
 
Segundo ele, não houve qualquer custo para o Estado, que arcou apenas com o reforço na segurança, por se tratar de uma visita de dois ex-presidentes, com grande expectativa de público.
 
“O resto foi a militância que se juntou e foi a Monteiro. O governador fez uma circular informando que não permitiria o uso de carros oficiais e outros equipamentos do Estado. Eu mesmo fui no meu carro”, pontuou.
 
Para ele, os questionamentos sobre a origem dos recursos partem daquelas que “não conseguem fazer uma movimento como o ocorrido no domingo”. “Infelizmente, aqueles que não conseguem fazer um movimento daquele tipo, inventam histórias, mas a festa foi muito bacana”, afirmou.

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