Águas do Velho Chico chegam ao açude de Camalaú que está com 5,9% da capacidade

Paraíba 20/03/2017 às 20:52


As águas da transposição do Rio São Francisco eixo leste chegaram à área do açude de Camalaú nesta segunda-feira (20). A informação foi divulgada pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O açude de Camalaú é o terceiro reservatório no caminho das águas após a chegada em Monteiro, na Paraíba. Depois de Camalaú, a água vai seguir para o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Açude de Boqueirão, no Cariri paraibano.

Segundo o presidente da Aesa, João Fernandes, nestes primeiros dias a água deve chegar em pouca quantidade, pois os órgãos de gestão ainda estão usando uma vazão reduzida na transposição, devido a um problema na estação elevatória 6 da transposição, que fica na cidade de Sertania, em Pernambuco.

O açude de Camalaú tem capacidade para armazenar 48.107.240 m³ de água, mas, nesta sexta-feira (17) estava com apenas 2.814.120 m³, o que corresponde a 5,8% da capacidade total.
 
João Fernandes também destacou que, nesta segunda-feira, a água está chegando na área do açude, porém deve demorar alguns dias para que as águas do Rio São Francisco se misturem a pouca água que ainda existe no açude de Camalaú.
 
“Quando o açude está cheio ele atinge uma grande área, mas como ele está com o volume muito baixo, a maior parte está seca. A água está chegando na área do açude e depois que pegar a parte mais baixa, o volume oficial vai começar a subir”, disse ele.
 
Caminho das águas
 
No eixo leste da transposição, a água do Rio São Francisco é captada na cidade Petrolândia, em Pernambuco, e segue até a cidade de Monteiro, na Paraíba, passando por canais, aquedutos, 12 reservatórios e um túnel. Depois que a água chega a Monteiro, ela segue pelo Rio Paraíba e vai para os açudes de São José I e açude Poções, ainda em Monteiro.
 
Em seguida, a água vai para o açude de Camalaú e depois segue para Boqueirão, açude de Acauã, açude de Araçagy e, por fim, para um perímetro irrigado na região do município de Sapé.

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