O que pesa contra os paraibanos nas delações da Odebrecht na Lava Jato

Paraíba 12/04/2017 às 14:40


Finalmente, começa a vir à tona a denominada ´delação do fim do mundo´, originária de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.
 
Respingos em três paraibanos, sendo que dois deles já eram aguardados: Vital Filho (ex-presidente das CPIs da Petrobras no Congresso Nacional) e Lindbergh Farias, o paraibano que fez carreira política no Rio de Janeiro e que atualmente disputa a presidência nacional do PT.
 
O repasse de R$ 4,5 milhões em propinas para as campanhas de 2008 e 2010 é a acusação que pesa contra Lindbergh.
 
O petista é identificado nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht como “Lindinho”.
 
Em contrapartida às doações, o petista, ex-prefeito do município de Nova Iguaçu/RJ, teria beneficiado a Odebrecht em contratos administrativos relacionados ao programa ‘Pró-Moradia’.”
 
“Assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo. Novamente justiça será feita”, reagiu Farias.
 
No caso de Vitalzinho, é o segundo inquérito que será aberto contra ele na ´Lava Jato´.
Ele foi citado pelos delatores como um dos beneficiários de R$ 10 milhões em vantagens indevidas, supostamente solicitadas pelo ex-presidente da Transpetro (ligada à Petrobrás) Sérgio Machado.
 
A quantia teria sido paga entre 2012 e 2014.
 
A outra investigação acerca do atual ministro do TCU no Supremo diz respeito à suspeita de ter recebido pagamentos para ´blindar´ empreiteiros da Lava Jato de investigações nas CPIs que ele presidia.
 
“O ministro está à disposição das autoridades e confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados”, afirmou Vital Filho em nota, via assessoria, salientando adicionalmente que os seus advogados ainda não tiveram acesso ao conteúdo das delações.
 
O terceiro nome é o do senador Cássio. Conforme a documentação encaminhada pela Procuradoria Geral da República, a menção ao nome de CCL teve origem nos depoimentos de Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis.
 
Os dois citados declararam que o parlamentar pediu e recebeu, por meio de um intermediário identificado como Luís, o valor de R$ 800 mil, em meados de 2014.
 
Na ocasião, ele era candidato ao governo da Paraíba.
 
O pagamento tinha o objetivo de receber, como contrapartida, obras de saneamento na Paraíba.
 
O ´tucano´ ganhou o apelido de “Prosador” na planilha.
 
* fonte: coluna Aparte, com Arimatea Souza

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