Delatores se contradizem sobre fim do setor de propinas da Odebrecht

Brasil 19/04/2017 às 08:57


 Dois delatores da Odebrecht apresentaram versões diferentes sobre o encerramento do Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propinas da empresa.

 
No início de 2015, um ano depois do início da Operação Lava Jato, parte do setor foi transferida para a República Dominicana e dois funcionários se mudaram para o exterior, a pedido do então presidente Marcelo Odebrecht.
 
Em seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato, em dezembro de 2016, o herdeiro do grupo disse que a decisão tinha como objetivo encerrar as atividades ilícitas.
 
"O que eu disse foi 'feche as contas [estrangeiras não declaradas], acaba com as operações estruturadas e vai para o exterior trabalhar com mais serenidade e sem risco de grampo", afirmou Marcelo Odebrecht a procuradores.
 
Mas Hilberto Mascarenhas da Silva, chefe do Setor de Operações Estruturadas naquele momento, relatou que a transferência, uma exigência de Marcelo Odebrecht, era uma tentativa de driblar o monitoramento das autoridades e manter as operações.
 
"Ele queria evitar o risco. Estava sentindo que alguma coisa estava prestes a acontecer e aí exigiu que a área, para continuar, fosse fora do Brasil", afirmou Silva.

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