Troféu Gonzagão 2017 faz homenagem a Geraldo Azevedo, Fábio de Melo e Abdias

Cultura 11/05/2017 às 10:44


 Em uma noite de festa, com a presença de grandes artistas da música nordestina, foi realizada nesta quinta-feira (10) a 9º edição do Troféu Gonzagão. Este ano, os grandes homenageados foram o cantor e compositor Geraldo Azevedo; o grupo de instrumentistas Quinteto Violado; e o sanfoneiro Abdias do Acordeom (in memoriam). Também foram homenageados o padre Fábio de Melo e o cantor e pianista português Mário Moita. O troféu é carinhosamente chamada de “o óscar da música nordestina”.

 
A cerimônia aconteceu no Centro de Convenções Raimundo Asfora, em Campina Grande, e contou com as apresentações de outros grandes nomes da música brasileira como, Marcos Farias, Azulão, Chambinho, Maciel Mel, Flávio José, Antônio Barros, Os 3 do Nordeste, Cezinha e Fulô de Mandacarú Ao todo foram convidadas cerca de 600 pessoas, entre estes 180 artistas. 
 
O padre Fábio de Melo abriu as apresentações da noite e disse que, apesar de ser mineiro, se sente parte do Nordeste. Ele disse que a música nordestina, como as canções de São João, têm raízes religiosas. “Eu comecei minha carreira na Paraíba, em especial Campina Grande. E quando eu fui a primeira vez para Sertão da Paraíba eu reconheci em mim uma essência de Nordestino, mesmo sendo do interior de Minas Gerais”, disse o padre.
 
O grupo Quinteto Violado recebe o Troféu Gonzagão no ano em que completa 45 anos de fundação. “Estamos muito felizes porque essa homenagem trata de uma figura que foi muito importante na história do Quinteto Violado. A gente diz sempre que a sonoridade do Quineto Violado deve-se a leitura que nós fizemos de Luiz Gonzaga”, disse o Marcelo Melo, um dos fundadores do grupo.
 
Representando Abdias do Acordeon (in memoriam), o filho dele Marcos Farias recebeu o troféu e lembrou de parte da trajetória do seu pai. “Eu fico feliz hoje em está sendo reconhecido e receber esse prêmio em homenagem ao meu pai, que saiu da cidade de Taperoá, na Paraíba, e chegou ao Rio de Janeiro e conseguiu fazer com que o nordeste fosse ouvido, através dos discos que ele produziu e trouxe essa cultura”, disse ele.
 
O português Mário Moita fez uma apresentação misturando o forró nordestino com a música portuguesa. Esta foi a primeira vez que ele esteve em Campina Grande. “É com prazer que estou aqui esta noite, com muita alegria. Hoje tenho a sensação de que o Brasil e Portugal estão bem mais perto do que muitas vezes a gente imagina. Muito obrigado por terem me convidado para esta noite”, disse o português.
 
O cantor e compositor Geraldo Azevedo agradeceu a homenagem no Troféu e disse que “a nossa cultura é uma das mais ricas do planeta terra. Cultura é a alma, é a arte de um país A gente tem uma diversidade incrível. A gente exporta pra todo lugar do mundo. Esse projeto Troféu Gonzagão é feito realmente para se tirar o chapéu”. O troféu deste ano traz um vilão e uma parte da partitura da música Dia Branco de Geraldo Azevedo.
 
O odontólogo Ajalmar Maia, um dos idealizadores do Troféu Gonzagão, exaltou a realização de mais uma edição do evento. “Esse é um momento de confraternização entre os artistas das nossa cultura. É muito bom ver todos aqui. Eu espeço que o Troféu Gonzagão cresca mais a cada ano e continue rompendo as barreiras da Paraíba, do Nordeste e do Brasil”.

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