Oposição e situação na Paraíba defendem renúncia de Temer e eleições diretas

Política 18/05/2017 às 15:22


 As delações da JBS reveladas ontem (17) pelo Jornal O Globo fizeram políticos de campos ideológicos diferentes finalmente convergirem quanto o futuro da política nacional: eles pedem a renúncia de Michel Temer e a realização de eleições diretas, ainda que a Constituição preveja eleições indiretas, considerando o tempo para o fim do mandato, pouco mais de um ano e meio.

O deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) revelou consternação com as denúncias apresentadas pelos donos da JBS. O tucano chegou a afirmar que independente de quem tivesse ganhado as eleições de 2014, o Brasil estaria no mesmo lugar: “Quando isso chega ao senador Aécio nós nos damos conta de que nas eleições de 2014 nós não tínhamos opção. A vitória de Dilma ou de Aécio colocaria o país no mesmo lugar em que ele está”, disse.
 
O tucano defende a realização de eleições diretas e a destituição do Congresso Nacional. “Acredito que a melhor saída é a antecipação do processo eleitoral do ano que vem e a dissolução do Congresso Nacional. Não temos condições de promover uma eleição indireta. O Congresso não tem moral para eleger um novo presidente da República. Defendo a renúncia de Temer para o país não sangrar como vem sangrando”, disse.
 
A socialista Estela Bezerra também defendeu a renúncia de Temer e a necessidade de eleições diretas no país. “Defendo a democracia e defendo a eleição direta. O Congresso que aí está não tem capacidade moral e idoneidade para decidir quem vai governar o país. Só quem tem capacidade e idoneidade é a soberania popular”, defendeu.
 
Tanto Bruno como Estela falaram da necessidade de não criminalizar e demonizar a política e usaram, inclusive, o mesmo termo, ao dizer que é preciso separar “o joio do trigo” em qualquer partido. “A política ainda e o grande instrumento de transformação e de garantia de direitos no nosso país. Precisa voltar para a mão da população pra definir qual é o destino no nosso país”, disse Estela.
 
Bruno ressaltou que é preciso passar o país a limpo em todas as instituições, no Executivo, Legislativo e Judiciário. “Esse processo de limpeza não pode tornar ainda mais aguda a ojeriza da população. A população precisa entender que apenas com o resgate de uma relação da sociedade com a política nós vamos poder ultrapassar esse momento”, disse.

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