Há três anos o Brasil era triturado pela Alemanha pela Copa do Mundo

Esporte 08/07/2017 às 10:41


 Em 2004, pesquisadores norte-americanos descobriram que o cérebro é capaz de suprimir lembranças ruins. Mas é difícil para qualquer brasileiro esquecer o dia 8 de julho de 2014. Há exatamente três anos, o futebol brasileiro era triturado pela Alemanha em pleno Mineirão e numa semifinal de Copa do Mundo. Em apenas 18 minutos saíram cinco gols. Outros dois no segundo tempo e a pálida sombra de honra brasileira completaram o cenário de caos. O 7×1 sofrido pela mítica seleção brasileira teve todos os requintes de crueldade imagináveis: gols de tabelas rápidas daquelas feitas em treino, um alemão superando um brasileiro como maior artilheiro da história das copas e muito, muito choro nas cadeiras – lembrando que as modernas arenas não têm arquibancadas.

 
Na verdade, o 7×1 começou a ser construído bem antes, exatamente quatro dias. O Brasil sofreu para vencer a Colômbia por 2×1 nas quartas de final e, mais do que isso, viu seu principal jogador viver um drama. Neymar levou uma joelhada de Zuniga e saiu de campo de ambulância. Nos primeiros momentos, desesperou-se dizendo que não sentia as pernas. Recuperado do susto virou carta fora do baralho para a semifinal contra a Alemanha. Ele seria substituído por Bernard, opção do técnico Luiz Felipe Scolari para manter o time ofensivo mesmo com o meio de campo alemão ter dado várias demonstrações de força.
 
Depois de três minutos de jogo começou o baile. Forte na marcação e mantendo a bola sempre em seus pés, o primeiro gol do time vermelho e preto era apenas questão de tempo. Saiu aos 11 e é emblemático o fato de a goleada ter sido iniciada pelo jogador que sintetiza a transformação feita pelo futebol alemão depois da vexatória eliminação na Eurocopa de 2000: Thomas Müller, que joga no meio, nas pontas e de centroavante. Aos 23, Miroslav Klose ampliou e marcou seu 16º em mundiais, deixando Ronaldo para trás.
 
A partir daí, uma avalanche de gols. Toni Kroos marcou dois, aos 24 e 26. Aos 29, Khedira fez incríveis 5×0. O Brasil, estupefato, só olhava. Pareciam adultos jogando contra crianças, tamanha era a disparidade. E assim terminou o primeiro tempo. Concordemos que o jogo já poderia terminar ali. Mas ainda haveriam mais 45 minutos de sofrimento. Para surpresa de muitos, o time de amarelo voltou aceso e assustou Neuer em três oportunidades.
 
A teoria do Adultos x Crianças voltou. Parecia que os alemães tinham dito: ‘Estão muito animadinhos, vamos colocar as coisas no lugar’. Coube a Schürrle, aos 23 e 33, fazer os 7×0. Numa escapada aos 44, Oscar fez o gol que ninguém comemorou, que não acendeu esperança, que serviu apenas para amplificar o massacre.
 

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