Com vazão menor na transposição, fim de racionamento é adiado na PB

Paraíba 13/07/2017 às 10:17


 O fim do racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades abastecidas pelo açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) segue indefinido. Uma redução na vazão que chega à Paraíba, através do eixo leste da transposição do Rio São Francisco, confirmada nesta quarta-feira (12) pelo presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, fará com que haja um adiamento do fim do problema.

 
A notícia ocorre dois dias após uma autorização de aumento na retirada de água em Boqueirão e também dias após a Aesa e a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) mostrarem divergência com relação à data esperada para o fim do racionamento. A Aesa estipulava a data de 19 de julho, enquanto a Cagepa indicou que o abastecimento seria retomado normalmente no dia 1º de agosto.
 
“Alguns serviços na obra da Transposição fizeram com que a vazão tivesse que ser diminuída. Houve o incidente de rompimento do canal em Pernambuco e, após os devidos reparos, manutenções precisaram ser feitas. Falei com os engenheiros da obra, que garantiram que 99% da manutenção do canal estão feitos. Agora é preciso se fazer trabalhos nas estações elevatórias e no sistema de bombeamento”, disse João Fernandes, afirmando que ainda não há uma nova data definida para a volta do abastecimento normal.
 
De acordo com o presidente da Aesa, a expectativa inicial seria de que 9 m³/s seriam liberados a partir da última estação de bombeamento antes do território paraibano. O máximo que se alcançou após a inauguração da obra, conforme revelou Fernandes, foi de 7,8 m³/s. De 30 dias para cá, acrescentou o gestor, a vazão diminuiu para pouco mais de 4 m³/s e, há uma semana, o volume de água que chega a Monteiro, no Cariri da Paraíba, a 305 km de João Pessoa, foi reduzido ainda mais, variando de 2,97 m³/s a 3,17 m³/s. Dessa forma, ficam chegando a Boqueirão menos de 2 m³/s. Com a pouca entrada de água, a retirada periódica e fenômenos naturais como a evaporação, a velocidade do acréscimo volumétrico em Boqueirão diminui significativamente.
 
“Não há motivo para desespero. Apesar dos atrasos, a curva ainda é ascendente. Já temos mais de 29 milhões de metros cúbicos acumulados no açude. Os serviços necessários estão sendo feitos e é importante que a população fique sabendo sobre o andamento dos trabalhos, mas será necessário um pouco mais de paciência”, concluiu João Fernandes, assegurando que o racionamento acabará assim que o reservatório atinja 8,2% do volume total, o que corresponde a 33 milhões de metros cúbicos.

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