MPPB recomenda recolhimento de coletes balísticos da Polícia Militar

Paraíba 13/07/2017 às 14:43


 Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou o recolhimento de todos os coletes à prova de balas do lote 405012, da marca Inbraterrestre Indústria e Comércio de Materiais de Segurança Ltda, utilizados pela Polícia Militar no estado. A resolução do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), publicada na quarta-feira (12), defende que os coletes fiquem retidos até que seja comprovada a qualidade do produto.

A recomendação foi publicada após um policial ser ferido durante um tiroteio em João Pessoa, na segunda-feira (10). A polícia foi acionada para conter um assalto a um posto de combustível, no bairro de Castelo Branco.
 
Dois homens armados tinham entrado no posto e, após anunciar o assalto, tentaram atirar na cabeça de um frentista, mas a arma falhou na hora. Com a chegada da polícia, os assaltantes trocaram tiros com os agentes. Um dos disparos atingiu o policial, que usava o colete balístico.
 
Além do recolhimento, o Ncap solicitou a suspensão de novas entregas para as unidades operacionais, além de uma perícia no material. O MP afirmou ainda que, para evitar que outros agentes de segurança sejam feridos, também pediu à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e à Secretaria de Administração Penitenciária que informem se receberam o material.
 
Por meio de nota, a Diretoria de Apoio Logístico da Polícia Militar informou que não houve perfuração no colete usado pelo policial. Ainda de acordo com a polícia, o material já passou por perícia preliminar, que constatou que só houve rompimento no tecido que reveste o colete, mas não ultrapassou as 16 camadas de proteção balística. O texto diz também que o ferimento no agente foi causado pelo impacto da munição, mas a bala não perfurou o corpo do policial e a vida dele não foi posta em risco.
 
A Polícia Militar disse ainda que todo colete utilizado pela corporação passa por testes antes da fabricação no centro de avaliação técnica do Exército Brasileiro e, quando a PM recebe, submete os produtos a um novo teste para averiguar mais uma vez a qualidade do material. Por fim, a polícia informou que vai enviar, ainda nesta quinta-feira, as explicações técnicas ao Ministério Público.
 
O G1 fez contato com a Secretaria de Administração Penitenciária e com o Grupo Inbra Filtro, responsável pela fabricação dos coletes, mas nenhum dos dois atendeu às ligações.

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