Fifa condena Barcelona a pagar mais R$ 7,3 milhões ao Santos por Neymar

Esporte 14/07/2017 às 10:12


 A Fifa condenou o Barcelona, da Espanha, a pagar ao Santos 2 milhões de euros (cerca de R$ 7,3 milhões), além de juros, na briga judicial entre os clubes e o atacante Neymar. O clube paulista ainda não foi informado sobre o motivo dessa punição ao clube catalão, mas já questiona os valores. O alvinegro praiano alega que o valor a receber é maior.

 
"A Fifa comunica apenas o resultado final. Por isso não conhecem os fundamentos jurídicos que o tenham justificado. Entretanto, em que pese o fato de a demanda arbitral ter sido julgada procedente em parte, o Santos considera que os argumentos apresentados à Fifa são sólidos e suficientes para uma indenização de valor maior do que a condenação já estabelecida contra o Barcelona", afirmou o Santos em nota oficial.
 
A sentença é parte do processo em que o Santos acionou a Câmera de Resolução de Disputadas contra o Barcelona e o atacante Neymar por conta da transferência do atacante ao clube espanhol em 2013.
 
O motivo interessa muito ao Santos. Caso seja relacionado ao valor da transferência, o clube paulista terá que dividir o montante com os grupos de investidores DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e a Teisa. A DIS detinha 40%, enquanto a Teisa, 5%.
 
No entanto, o Santos pode ficar com o valor total da indenização e mais multas por um motivo. A suspeita é que o montante é referente a um cláusula contratual na venda do jogador, que previa prêmio de 2 milhões de euros caso Neymar ficasse entre três melhores jogadores do mundo, como ocorreu em 2015. Por conta do processo, esse valor havia sido depositado em juízo até que saísse uma definição da Fifa.
 
Para o Barcelona, a decisão da Fifa foi reconhecer a regularidade do contrato de Neymar e portanto exigir que todas as cláusulas fossem cumpridas. Assim, o clube espanhol teria de liberar os € 2 milhões de bônus pela inclusão de Neymar entre os três melhores do mundo em 2015.
 
O dinheiro está depositado em juízo desde que o Santos entrou com ação contra o Barcelona alegando que a contratação era irregular. Como faz parte do contrato de transferência, teria de ser dividido com DIS e Teisa que tinha percentuais sobre os direitos do atleta.

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