Mulher foge do Trauminha, na capital João Pessoa, e morre na calçada

Policial 26/07/2017 às 19:11


 Uma morte foi registrada no início da manhã desta quarta-feira (26) no bairro de Mangabeira. Uma paciente que aguardava uma cirurgia de apêndice morreu após fugir da unidade do Ortotrauma em João Pessoa. As informações são da rádio CBN João Pessoa.

Segundo informações do esposo da vítima, José Firmino, a mulher só não morreu dentro da unidade porque fugiu buscando atendimento, já que sentia fortes dores desde que deu entrada no hospital.
 
Ele ainda denuncia a falta de segurança no local, já que para dar entrada passou por diversos trâmites burocráticos, no entanto, para que a mulher saísse, foi facilmente tido o acesso.
 
"Levei minha esposa, no início da manhã de ontem ao hospital e ao chegar na unidade fez os exames e ficou aguardando uma cirurgia para retirada do apêndice, mas teria que ficar em jejum para o procedimento. No final da noite, o médico revelou que não seria feita a cirurgia e que a mulher deveria seguir em jejum na unidade para fazer o procedimento, mas não disse quando. Ele alegou que a apêndice da minha esposa estava inflamada e não podia operar. Minha esposa tinha diabetes e estava passando mal e com muita dor e além disso sem se alimentar. Hoje de manhã recebi o telefonema de que ela tinha fugido do hospital. Eu fiquei indignado porque para entrar no hospital é tão difícil e pra sair foi tão fácil, lá não tinha segurança. Perdi minha esposa, mas se fosse dentro do hospital eu não ia culpar ninguém", explicou o caso o esposo da vítima.
 
Outro paciente, que entrou em contato com a emissora de rádio, ratificou a denúncia do esposo da vítima, de que a saída de pacientes da unidade hospitalar é frágil e sem fiscalização.
 
NOTA – Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que a paciente Maria das Neves da Silva, de 63 anos, ingressou no Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio de Miranda Burity, em Mangabeira, na última segunda-feira (24), com dores abdominais, havendo identificação de cálculo na vesícula biliar.
 
A paciente foi submetida a exames de ultrassonografia, mas não foi operada de imediato devido ao seu histórico de doença cardiovascular prévio – foi operada há 10 anos -, diabetes – é usuária de insulina - e por estar com pressão arterial oscilante. Devido aos problemas dela, foi necessário fazer uma avaliação do quadro da paciente para que houvesse indicação de procedimento cirúrgico.
 
Ela foi posta em monitoração e houve realização de acesso venoso e de exames para avaliação da parte cardiológica, não sendo constatado risco iminente. O problema de cálculo biliar não é caracterizado um procedimento de urgência.
 
A paciente Maria das Neves, residente a 500 metros do Complexo Hospitalar de Mangabeira, esteve lúcida e consciente durante todo o período em que esteve na unidade hospitalar. Na manhã desta quarta-feira (26), já com a pressão arterial estabilizada, após ser tratada com hidratação e analgesia, ela arrancou o acesso venoso e se negou a continuar internada.
 
A equipe de saúde do hospital pediu para que ela permanecesse, mas não é possível obrigar um paciente lúcido e consciente a dar continuidade ao tratamento. A família foi comunicada da evasão, assim que a paciente saiu da unidade hospitalar.
 

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