‘PMJP admitiu que não desviou R$ 10 milhões, mas R$ 6,4’ declara vereador

Paraíba 10/09/2017 às 10:51


O líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, Bruno Farias (PPS), deu a sua versão do que teria acontecido em relação à denúncia de desvio de R$ 10 milhões na obra de reforma da Lagoa, no Parque Solon de Lucena.

“Entre tantas notas, a gente nota que a reforma da Lagoa custou uma nota, aquilo é um nó, uma grande lambança. Primeiro, a PMJP apresentou aquele relatório técnico da Caixa e se agarrou nele por muito tempo como um escudo”, disse.

Em entrevista ao programa Rádio Verdade, da Arapuan FM, Bruno contou que a Controladoria-Geral da União (CGU) emitiu uma nova nota técnica rebatendo os pontos que amparavam a administração municipal pessoense.

“Com isso, a CGU concluiu, peremptoriamente, que a Caixa beneficiou irregularmente a prefeitura e a Compec na obra da lagoa e enviou essa nota técnica ao Ministério das Cidades e disse que havia uma divergência entre os valores que deveria ser devolvido, se dez ou 6,4 milhões de reais”, contou.

De acordo com o parlamentar, a gestão cartaxista está admitindo que não desviou os R$ 10 milhões, mas apenas R$ 6,4: “estão alegando que o prejuízo foi esse, isso é uma brincadeira com a sociedade, com o pessoense. O povo de João Pessoa quer é saber onde foi parar essa nota”.

Novo Parque da Lagoa

O novo Parque Solon de Lucena, rebatizado de Parque da Lagoa, no Centro de João Pessoa, passou por reforma durante quase dois anos e foi reinaugurado no dia 12 de junho de 2016. A ordem de serviço foi assinada em abril de 2014. O trabalho começou pelo desassoreamento da lagoa e da construção de um túnel. Em dezembro de 2015, a Controladoria Geral da União (CGU) divulgou um relatório que apontava um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões.

No documento, o órgão identificou um prejuízo de R$ 5,9 milhões em pagamentos pelo serviço referente à remoção de solo mole e cerca de R$ 3,6 milhões em pagamentos na construção de um túnel para regularização do espelho d'água da Lagoa. Durante a execução da obra, a Câmara de Vereadores de João Pessoa chegou a dar início a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas foi arquivada por determinação judicial.

Em 2016, o MPF e a PF começaram a investigar o casocom a operação Irerê. O nome da operação é uma alusão ao Irerê, espécie de marreco que era abundante nas águas da lagoa. Tanto que, até o início do século XX, antes da urbanização do parque, o local era conhecido como “Lagoa dos Irerês”.


 

 

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