Coreia do Norte rejeita novas sanções da ONU e ameaça Estados Unidos

Mundo 12/09/2017 às 17:04


 Coreia do Norte rejeitou nesta terça-feira (12) uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que impôs sanções mais rígidas a Pyongyang, e disse que os Estados Unidos enfrentarão em breve "a maior dor" que já sentiram.

 
O embaixador norte-coreano, Han Tae Song, disse à Conferência de Desarmamento promovida pela ONU, em Genebra: "O regime de Washington disparou um confronto político, econômico e militar, está obcecado com o jogo selvagem de reverter o desenvolvimento de força nuclear pela Coreia do Norte, que já atingiu a fase de finalização".
 
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) impôs por unanimidade sanções contra a Coreia do Norte na segunda devido ao sexto e mais poderoso teste nuclear do país, em 3 de setembro, estabelecendo uma proibição às exportações de produtos têxteis do país e limitando as importações de petróleo.
 
Foi a nona resolução de sanções aprovada por unanimidade pelo conselho de 15 membros desde 2006 sobre os programas de mísseis balísticos e nuclear da Coreia do Norte. Os Estados Unidos atenuaram um primeiro esboço de resolução mais rígido para ganhar o apoio de China e Rússia, aliadas de Pyongyang.
 
"Minha esperança é que o regime ouvirá a mensagem em alto e bom som e escolherá um caminho diferente", disse o embaixador de desarmamento dos Estados Unidos, Robert Woods, no fórum em Genebra, nesta terça.
 
Ameaças
 
No domingo (10), o governo norte-coreano divulgou um comunicado com novas ameaças aos Estados Unidos, justamente porque Washington havia pedido que a votação de novas sanções fosse realizada na segunda.
 
Em texto reproduzido pela agência oficial KCNA, o ministério norte-coreano das Relações Exteriores advertia que se Washington "aplicar esta resolução ilegal sobre um endurecimento das sanções, a Coreia do Norte garantirá que os Estados Unidos paguem o preço".
 
"As medidas que adotarão vão causar aos Estados Unidos o maior dos sofrimentos e dores de toda a sua história".
 
"O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte dobra os gângsteres americanos lançando uma série de ações mais duras do que se possa imaginar".

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