Coreia do Sul cria força-tarefa para assassinar Kim Jong-un, diz 'NYT'

Mundo 13/09/2017 às 09:21


 SEUL — A Coreia do Sul está tomando medidas drásticas para conter as ameaças do Norte. De acordo com o jornal "The New York Times", Seul ordenou a criação de uma força-tarefa para matar o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Formada por 1,5 mil pessoas, a equipe especial recebeu o nome de "Unidade de Decapitação" e deverá entrar em operação até o fim do ano. Esta não é a primeira vez que o Sul expõe planos desta natureza, com o objetivo de intimidar o avanço nuclear de Pyongyang.

 
Os agentes receberão treinamento e apoio de helicópteros para invadir a Coreia do Norte e lançar foguetes noturnos. Tudo de maneira oficial. Isso porque o regime de Pyongyang parece não desistir de suas ambições militares e nucleares. A Coreia do Norte, apesar de todas as sanções internacionais — as últimas aprovadas na terça-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas —, continua fazendo testes nucleares e lançando mísseis.
 
A ideia de criar a força-tarefa fora apresentada pelo ministro da Defesa da Coreia do Sul, Song Young-moon, um dia após Pyongyang fazer o maior teste nuclear da sua História. O regime detonou uma bomba de hidrogênio no início do mês, de potência cinco vezes maior do que a bomba lançada contra a cidade japonesa de Nagasaki em 1945. Normalmente, governos querem manter em segredo seus planos de defesa, principalmente se envolvem ameaças a um líder. No entanto, neste caso, os sul-coreanos querem mostrar sua iniciativa como uma demonstração de força.
 
Mas o plano de assassinar um líder norte-coreano não é novo em Seul. Em 1960, o governo criou e treinou uma equipe para invadir o país vizinho e degolar o então ditador, Kim il-sung, avô de Kim Jong-un, após a Coreia do Norte tentar saquear o Palácio Presidencial de Seul. O plano, no entanto, acabou abortado.

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