Rede Municipal de Saúde realiza palestras sobre o Setembro Amarelo

Regional 13/09/2017 às 16:50


 Diante dos casos ocorridos na cidade, a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Monteiro, deu uma atenção ainda mais especial às palestras oferecidas sobre o Setembro Amarelo na manhã desta quarta-feira, 13 no Teatro Municipal Jansen Filho.

Durante as palestras com a equipe de psicólogas e médica, foram abordos temas relacionados à prevenção de suicídios e valorização da vida com o objetivo de dar visibilidade ao assunto para salvar vidas.

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio foi comemorado no dia 10 de setembro e foi amplamente abraçado pela equipe de saúde municipal para informar, esclarecer, conscientizar, envolver e mobilizar a sociedade sobre um assunto ainda considerado tabu. O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 40 segundos em todo o mundo.

"Sempre existiu certo conceito de que não poderia se falar sobre o tema porque seria uma forma de incentivo, mas temos observado o contrário, por isso precisamos iniciar esses diálogos como uma nova fase para salvar vidas. Através da conscientização com essas palestras as pessoas ficarão atentas e conseguirão identificar quem precisa de ajuda. Com apoio certo, a estimativa é de 90% dos casos podem ser prevenidos", explicou Kalline Torres, coordenadora do CAPS.

O intuito é além de tudo trazer alternativas de tratamento eficazes para os atos de suicídio não serem concretizados, oferecendo apoio e atendimento psicológico, se necessário, disse a psicóloga Isolda Nunes durante sua palestra e ainda afirmou que o passo seguinte a identificação de um possível caso é verificar e oferecer atendimentos psicológico. “Para poder auxiliar na luta pela redução dos índices de suicídio é fundamental que saibamos ter a sabedoria para ouvir e a sensibilidade para tentarmos compreender os sentimentos das pessoas que estão ao nosso redor” concluiu a profissional.

Mesmo ausente por motivos de agenda, a prefeita Anna Lorena falou sobre o assunto e disse “Temos que tratar esse assunto com muito carinho, recentemente perdemos pessoas muito queridas na cidade e nossa meta é priorizar para que casos assim não aconteçam mais. Oferecemos todo o suporte na área da saúde e agora com estas palestras oferecemos o conhecimento à população de como identificar e lidar com pessoas em risco de suicídio. Toda vida é preciosa, neste intuito lutaremos juntos”, concluiu Lorena.

  Saiba Mais

 Sinais de alerta no comportamento da pessoa com risco de suicídio:

1 - Humor deprimido com sintomas de profunda tristeza, choro frequente, pessimismo e desesperança, por um período de mais de dois meses;

2 - Discurso recorrente de suicídio ou acerca da morte, proferindo frases como: “não aguento mais essa vida…”, “nada mais me importa…”, “quero morrer…”;

3 - Articula a própria morte, colocando os assuntos pessoais em ordem, assim como, se desfaz de bens pessoais;

4 - Elabora cartas de despedidas;

5 - Apresenta comportamento de risco, automutilação, isolamento, agressividade, falta de higiene, desmotivação para todas as atividades de vida diárias;

6 - Sintomas como insônia, ansiedade e angústia; e,

7 - Uso excessivo de álcool, droga e medicação.

 Como ajudar:

 1 - Embora para algumas pessoa seja difícil observar, mas, se você está percebendo algum sinal que lhe leve a pensar que alguém está desistindo da vida, seja objetivo e não hesite em perguntar: “Você está pensado em se matar?” ou, “Você pensa em suicídio?”. Assim, você irá provocar na pessoa uma reflexão como também irá oferecer a ela a possibilidade de falar sobre a dor real que está sentindo. Não falar, amplifica a dor;

 2 - Legitime e entenda a dor na medida em que a pessoa vai falando. Use frase como: “entendo seu sofrimento..”;

3 - Não julgue, tente não dar conselho e opiniões;

4 - Acolha e demonstre que você quer ajudar, dizendo: “Como posso ajudar você?”;

5 - Não use frases que o estimula como: ” Isso passa…” Ou ” reaja que tudo vai ficar bem…”; e,

6 - Não deixe a pessoa sozinha.

 Se mesmo assim, você ainda perceber que o risco existe, lembre-se que a pessoa que pensa em suicídio precisa de ajuda e está num estado gravíssimo de sofrimento mental. Seja proativo, chame alguém da família ou amigo para dividir a responsabilidade. Sugira um profissional da área de saúde mental como psiquiatra e/ou psicólogo ou procure uma unidade de saúde, a equipe municipal possui profissionais que poderão ser de grande ajuda.

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