Doação de órgãos aumenta no Brasil: data comemorativa reforça debate

Brasil 26/09/2017 às 21:27


 Doar um órgão significa garantir a sobrevivência de outra pessoa. A última edição do Registro Brasileiro de Transplantes, referente ao primeiro semestre deste ano e elaborado pela Associação Brasileira de Doação de Órgãos e Tecidos (ABTO), mostra que houve aumento de 11% nas doações. Apesar disso, o documento contabiliza que no país 32.956 brasileiros estão na fila de espera por algum órgão. Amanhã é comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos e, para Deise de Boni, coordenadora do serviço de transplante renal do Hospital São Francisco na Providência de Deus, a data é fundamental para que o assunto seja debatido:

— É muito importante que quem deseja ser doador de órgãos converse com seus parentes, porque são eles que autorizam a doação. É difícil a família contrariar um desejo que a pessoa tinha enquanto estava viva. O que falta para as pessoas é informação.
 
Quando uma pessoa é constatada com morte encefálica se torna uma doadora em potencial. Ela, sozinha, é capaz de salvar mais de vinte pacientes que estão na fila de espera, podendo doar córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, pele, tendões e cartilagem.
 
— É preciso que a família tenha ciência dos protocolos da doação — diz Lucio Pacheco, coordenador do serviço de transplante hepático do Hospital Quinta D’Or.
 
Avaliação médica antes de doar em vida
 
Também é possível ser doador de órgãos ainda em vida (veja acima), mas é preciso ser submetido a uma avaliação médica que constate que o organismo é capaz de manter suas funções vitais sem aquele órgão. O transplante pode ocorrer entre cônjuges ou parentes de até quarto grau com compatibilidade sanguínea. No caso de não familiares, a doação só acontece mediante autorização judicial.
 
O rim é o órgão que possui a maior fila de espera, mas também aquele que lidera o ranking de transplantes realizados no Brasil. Apenas este ano, 2.918 pessoas receberam o órgão no país, enquanto 20.523 ainda esperam.
 
— Como o índice insuficiência renal é muito alto, a demanda pelo rim é maior, mas a fila de espera é relativa, pois a única necessidade é de encontrar alguém compatível — explica Deise.
 

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