Alceu Valença rejuvenesce o mesmo repertório com auxílio de caririzeiro

Entretenimento 30/09/2017 às 20:48


 O Teatro Pedra do Reino, novo Xodó (eita expressão danada de antiga!) dos artistas nacionais trouxe ao palco no Setembro final a mais nova fase do cantor e compositor Alceu Valença, um artista de idade já expressiva, mas que em nada interfere na qualidade estética, discursiva e artística do mesmo ator irreverente de todos os tempos.

O show, a rigor, é uma síntese de sua carreira artística apresentando seus sucessos ainda levando a platéia ao delírio com sua performance, meio Chacrinha, meio Jackson do Pandeiro ou dos Bonecos de Olinda sem perder a capacidade rejuvenescida de saber dialogar com o público.
 
Mas, com humor picante e crítica transversa, Alceu trouxe ao palco sua leitura crítica sobre o péssimo nível da música produzida e consumida no Brasil e, na atualidade, parodiando com uma hipotética decisão de fundar uma Igreja com religiosos de todas as matizes, mas tendo o compromisso de só ouvir música boa.
 
Alceu Valença se impõe esteticamente com seus símbolos de Pernambuco tendo o auxílio luxuoso de dois grandes instrumentistas - Paulo Rafael, de Sumé/PB, e sua guitarra genial, bem como Tovinho - mágico dos teclados fazendo "horrores" no dedilhado das canções.
 
Por fim, Alceu carrega consigo a aura de encantador de sentimentos, através de muitas de suas canções que são capazes de tudo - de revivência das dores, alegrias e paixões nem que sejam só no imaginário diante da poética certeira misturada com batuques oriundos da cultura popular.
 
VITRINE DO CARIRI
Com Walter Santos
 
 
 

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