Presidentes de Inter-PB e CSP argumentam sobre briga por vaga no estadual

Esporte 05/10/2017 às 18:38


 Em meio ao encontro desta quarta-feira, na sede da FPF,  onde se começou a discutir os rumos do Paraibano 2018, uma polêmica paralela foi levantada diante do presidente da entidade, Amadeu Rodrigues:  uma ação movida pelo rebaixado Internacional-PB na Justiça Desportiva em desfavor do CSP.

É que o andarilho Colorado paraibano, penúltimo colocado na edição deste ano do estadual, conseguiu uma liminar junto ao Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba para fazer parte dos encontros para elaboração do certame do próximo ano.
 
Isto porque, segundo o clube, o CSP encontra-se sem condições de inscrever jogadores, o que inviabilizaria sua participação no torneio, assim abrindo vaga para que o Inter-PB herdasse a vaga.
 
O presidente do Inter-PB, Tassiano Gadelha, falou sobre a situação, que gerou até discussão na sede da FPF. Houve um acordo e o seu clube participou, mas apenas como ouvinte.
 
– Ficamos satisfeitos com o deferimento do nosso processo. Seguindo à risca, a FPF terá que acatar uma decisão do tribunal que é que enquanto o sistema estiver fechado, o CSP não pode participar de competição nenhuma. Isso faz com que o Internacional-PB volte à primeira divisão. Não estou aqui para tumultuar nada ou criar problema, estou para buscar um direito do Internacional-PB. Sabemos que o sistema está fechado para o CSP há vários meses, inclusive durante o campeonato. Estamos tentando buscar um direito adquirido para que o Internacional-PB entre no campeonato por vias legais – disse.
 
Tassiano explicou em termos práticos a situação, e garantiu ter documentos que comprovam a situação irregular do Tigre praiano durante parte da disputa do Campeonato Paraibano de 2017. Ele afirmou que a papelada já está com a Justiça Desportiva.
 
– O CSP não pode disputar uma competição. O time está com o sistema bloqueado. O Internacional-PB hoje está na primeira divisão. A competição de 2017 acaba dia 31 de dezembro. Houve uma irregularidade do CSP desde o mês de abril, jogando a competição de certa forma irregular, e esta comprovação fez o sistema ficar fechado – alegou Tassiano.
 
Também presente no encontro, o presidente do CSP, Josivaldo Alves, discordou do seu colega quanto a situação de seu clube.
 
O dirigente, que também foi treinador da equipe neste ano, deu detalhes sobre a situação que resultou na entrada com um processo na Justiça Comum contra a Confederação Brasileira de Futebol pela liberação, segundo Josivaldo, indevida, de Lúcio Curió para o futebol da Coreia do Sul, e que o Tigre deseja apenas um ressarcimento pela quebra de contrato sem acordo.
 
Ele também alega que não há motivos para que o sistema de inscrição de jogadores esteja bloqueado para o Tricolor.
 
– Estamos aptos. Para estar apto o clube deve pagar à CBF quado do recadastramento anual, o qual a gente sempre fez. No nosso entendimento não temos problemas. A gente tem uma ação com relação a um atleta nosso, que se encontrava registrado, mas que o setor de registro liberou o jogador com o contrato em vigor. O contrato só pode ser destituído quando há um acordo ou quando alguém paga a multa. Aguardamos o discernimento da justiça, que seja favorável a gente, pois o que aconteceu foi a ruptura de um contrato em vigor com o clube fazendo toda suas coisas corretamente, e alguém se beneficiou disso. Não sei quem é o culpado. Às vezes um funcionário pode ter cometido um erro. Sabemos que um funcionário foi demitido quando entramos com a ação na FIFA. Procuramos a última instância esportiva, que é a FIFA, depois procuramos um acordo. Como não houve, estamos buscando nosso direito – argumentou.
 
Josivaldo espera que a situação se resolva o quanto antes, e lembrou que disputas extra-campo sempre acontecem no futebol paraibano. Para o dirigente, qualquer punição que o clube venha a sofrer pode ser considerada como retaliação, já que não há nenhum tipo de irregularidade.
 
– Oficialmente não existe nada que impeça o CSP de continuar a disputar a competição normalmente. Se houver uma retaliação, vamos ter que reagir. Mas esperamos que não chegue até esse ponto. Temos tranquilidade e sabemos que faz parte. Em uma audiência há quinze dias, o sistema estava liberado, então pode ser algo momentâneo. Vamos resolver da melhor maneira possível, conversando e dialogando – concluiu.

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