Paraibano é contratado pela família de Picasso para restaurar quadros

Entretenimento 09/10/2017 às 14:33


O renomado restaurador de obras de arte Flávio Capitulino, natural de Sousa-PB, foi destaque na edição do Fantástico do último domingo. O brasileiro, que mora em Paris há 30 anos, ganha a vida restaurando obras dos maiores pintores da história.É o mundo das exposições, dos leilões, dos colecionadores, das galerias, dos museus, da compra e venda de obras de arte. Mas é também um mundo de intriga e perigo.

Filho de agricultores, ele pertence a um mundo que movimenta quase R$ 200 bilhões por ano.As mãos de Flavio Capitulino não têm preço. Por elas, já passaram quadros de Modigliani, Chagall, Matisse, Van Gogh e Leonardo da Vinci. O brasileiro, que mora em Paris há 30 anos, ganha a vida restaurando obras dos maiores pintores da história. Ele pertence a um mundo que movimenta quase R$ 200 bilhões por ano.

É o mundo das exposições, dos leilões, dos colecionadores, das galerias, dos museus, da compra e venda de obras de arte. Mas é também um mundo de intriga e perigo. Filho de agricultores, Flavio acabou no centro de um mistério de R$ 100 milhões que envolve obras de um gênio da pintura: Pablo Picasso.

O paraibano que tem uma mansão  em Campina Grande, foi contratado pela família do pintor Pablo Picasso para restaurar quadros inéditos do pintor espanhol, que nunca foram apresentados ao público. Ele foi  testemunha em polêmica internacional, envolvendo obras o mestre espanhol.

As obras agora estão em exposição na Galerie De La Bouquinerie, em Paris, onde ficarão até o dia 15 de dezembro. Flávio Capitulino, 46 anos, deixou a Paraíba e foi morar em Paris no ano de 1982, onde fez faxina, cuidou de bebês e dançou lambada com boneca de pano na porta do Beaubourg, o principal centro cultural francês. Levava US$ 50 e não sabia pedir um copo d'água em francês.

O restaurador paraibano é um dos principais restauradores de obras de arte da França e tem na sua lista de clientes o próprio Beaubourg e o Museu D'Orsay. Já restaurou obras de Gauguin, Renoir e Modigliani. Na cidade de Sousa, restaurou uma capela de 1730, a igreja Nossa Senhora do Rosário. No Brasil, também já deu cursos em São Paulo, ensinando algumas técnicas que criou.

Filho de agricultores, ele nasceu na roça e foi criado em Campina Grande, onde se dividia entre o trabalho de padeiro e bicos como decorador. Seu sonho era ser pintor em Paris. Mas, só conseguiu juntar dinheiro para comprar a passagem de ida para a França; um tio teve de financiar a de volta, obrigatória à época para conseguir o visto.

“Eu trabalhava tanto para juntar dinheiro que dormia duas horas por noite”, lembra. Sua chegada a Paris não foi melhor. Foi com a promessa de que poderia ficar o quanto quisesse na casa de um casal francês que conhecera na Paraíba. Mas, uma semana depois, foi convidado a se retirar.

Sem falar francês, diz que foi para as ruas repetindo uma única pergunta: “Você fala português?”. Uma portuguesa foi a sua salvação. Indicou-lhe a Maison du Brasil, onde vivem os brasileiros que estudam em Paris. Ganhou abrigo e a sugestão de que os únicos empregos que conseguiria seriam os de faxineiro e de babá.

Hoje, ele tem seu próprio ateliê, onde restaurou a tela “Mulher com Rosa”, de Gauguin, avalO renomado restaurador de obras de arte Flávio Capitulino, natural de Sousa-PB, foi destaque na edição do Fantástico do último domingo. O brasileiro, que mora em Paris há 30 anos, ganha a vida restaurando obras dos maiores pintores da história. Ele pertence a um mundo que movimenta quase R$ 200 bilhões por ano.

É o mundo das exposições, dos leilões, dos colecionadores, das galerias, dos museus, da compra e venda de obras de arte. Mas é também um mundo de intriga e perigo. Filho de agricultores, Flavio acabou no centro de um mistério de R$ 100 milhões que envolve obras de um gênio da pintura: Pablo Picasso.

O paraibano foi contratado pela família do pintor Pablo Picasso para restaurar quadros inéditos do pintor espanhol, que nunca foram apresentados ao público.

As obras agora estão em exposição na Galerie De La Bouquinerie, em Paris, onde ficarão até o dia 15 de dezembro. Flávio Capitulino, 46 anos, deixou a Paraíba e foi morar em Paris no ano de 1982, onde fez faxina, cuidou de bebês e dançou lambada com boneca de pano na porta do Beaubourg, o principal centro cultural francês. Levava US$ 50 e não sabia pedir um copo d'água em francês.

O restaurador paraibano é um dos principais restauradores de obras de arte da França e tem na sua lista de clientes o próprio Beaubourg e o Museu D'Orsay. Já restaurou obras de Gauguin, Renoir e Modigliani. Na cidade de Sousa, restaurou uma capela de 1730, a igreja Nossa Senhora do Rosário. No Brasil, também já deu cursos em São Paulo, ensinando algumas técnicas que criou.

Capitulino diz ter aprendido e criado uma série de técnicas de restauro por intuição – só depois de estar trabalhando é que foi estudar a história das técnicas. Da padaria em que trabalhou a partir dos 6 anos, aprendeu que limão não deixa o caramelo cristalizar. Foi exatamente com caramelo que ele criou uma técnica para colar pintura sobre vidro quando quebram. iada em US$ 40 milhões. Dos mais de dez Renoir que recuperou, o mais valioso está no Museu D'Orsay (“A Dançarina”). “Vista de Ponte Neuf”, um Cézanne que pertence a uma galeria parisiense, também foi recuperada por Capitulino.

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