Ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha disse que irá "desmentir tudo"

Brasil 27/10/2017 às 21:51


 O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha disse que irá "desmentir tudo", ao fim da audiência do delator Lucio Funaro na qual o corretor afirmou que o peemedebista teve participação em esquema de propina na Caixa.

"Eu vou desmentir tudo. É uma repetição do que já está na delação e no meu interrogatório eu vou fazer a minha defesa e mostrar as mentiras que estão sendo faladas", afirmou Cunha.
 
Cunha e Funaro são réus na ação penal originada a partir da operação Sépsis, que investiga um esquema de irregularidades nos contratos do FI-FGTS, administrado pela Caixa.
 
Os dois ficaram frente a frente durante o depoimento. O interrogatório de Funaro foi suspenso e será retomado na próxima terça-feira, 31. Já o interrogatório de Cunha foi postergado para o próximo dia 6.
 
O ex-presidente da Câmara disse que poderá falar com a imprensa depois de prestar o depoimento.
 
Moreira Franco repudia afirmações 'provenientes de delatores'
 
O ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Moreira Franco, afirmou, por meio de sua assessoria, que seu advogado não teve acesso a investigação e desqualificou o depoimento em que o corretor Lúcio Funaro diz que o ministro era um dos que sabiam do esquema na Caixa Econômica Federal operado pelo ex-vice-presidente de Fundos e Loterias do órgão Fabio Cleto. "Repudio a suspeita. Toda afirmativa proveniente de delatores assumidamente criminosos não merece credibilidade", disse o ministro, em nota.
 
Em audiência na Justiça Federal em Brasília nesta sexta-feira, 27, Funaro foi perguntado pela Procuradoria da República sobre quem dentro do PMDB tinha conhecimento do esquema de Cleto: "Geddel (Vieira Lima) com certeza, Lúcio (Vieira Lima) com certeza, Henrique (Eduardo Alves), Michel Temer, Moreira Franco, Washington Reis", elencou Funaro. Funaro não deu mais detalhes à menção que fez ao nome de Temer e do ministro Moreira Franco.

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