Entre tranquilidade e preocupação, Paraíba lembra ‘Dia Mundial da Paz’

Paraíba 01/01/2018 às 11:12


 Sossego, tranquilidade, harmonia, reconciliação, ausência de guerra. Estes são apenas alguns dos milhares de sinônimos que podemos usar para falar de Paz.

 
Todos os anos, quando os ponteiros dos relógios fixam as 00h do dia 1º de janeiro, o mundo lembra o Dia Mundial da Paz.
 
Para a psicologia e professora universitária Aline Arruda, paz significa além do estar em tranquilidade consigo e com os demais. Porém, não é tão simples conseguir.
 
“Trata-se de um esforço diário nas relação que se estabelece. Porque demanda posturas maduras como desenvolver empatia, não entrar em conflitos e perdoar – a si e aos outros”, pontuou. Segundo a professora, essa questão pode envolver ainda a fé e espiritualidade.
 
Violência
 
Na contramão do sossego, a população vivencia diariamente casos de violência que amedrontam. Guerra na Síria, atentados na Europa, tiroteio nas favelas cariocas… não é preciso ir tão longe para constar e sofrer o medo. A Paraíba, um dos menores estados do Brasil, está na rotina de homicídios e assaltos.
 
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre janeiro e setembro deste ano, haviam sido registradas 963 mortes violentas. João Pessoa e Campina Grande, as duas maiores cidades paraibanas, lideram os casos.
 
Em 2016, haviam sido contabilizadas pouco mais de 1,3 mil assassinatos, mais do que o dobro registrado em 2000.
 
A maioria dos homicídios acabam tendo relação com o comércio de drogas ilícitas.
 
Na Paraíba, nos dez primeiros meses de 2017, foram apreendidas mais de duas mil toneladas de drogas, representando uma alta de 137% nas apreensões de 2016 de maconha, crack e cocaína.
 
Desde de 2010, até ano passado, haviam sido contabilizadas 18 mil apreensões de armas. Somente em 2017, foram 2,8 mil armas retiradas das ruas.

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