Aguinaldo Ribeiro recebe carta de desligamento de vice-lider Pedro Fernandes

Política 09/01/2018 às 21:00


 pós ser barrado para o comando do Ministério do Trabalho, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) pediu nesta terça-feira (9) para deixar de ocupar o posto de vice-líder do governo na Câmara.

 
O parlamentar maranhense foi indicado pelo PTB para assumir o Ministério do Trabalho, mas afirmou que teve o seu nome vetado pelo ex-presidente José Sarney, um dos políticos mais influentes do PMDB e do Maranhão, base eleitoral de Pedro Fernandes.
 
Em uma carta enviada ao líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Fernandes pediu para ser destituído da função de vice-líder para, segundo ele, “evitar embaraços” para o presidente Michel Temer.
 
“Diante das circunstâncias e para evitar embaraços do sr. presidente Michel Temer com o sr. ex-presidente José Sarney, notifico meu desinteresse de continuar como vice-líder”, escreveu o deputado do PTB no pedido para se desincompatibilizar do posto.
 
Pedro Fernandes fez questão de ressaltar na carta que acompanhou “todas as orientações do governo nas votações em plenário e nas comissões permanentes e especiais”.
 
Ao G1, o deputado do PTB explicou que a solicitação para deixar a vice-liderança ainda depende de um ato formal do líder do governo na Câmara.
 
Embora ainda esteja à espera da confirmação do líder do governo, Pedro Fernandes afirmou que já se sente ex-vice-líder.
 
Sarney nega
Em entrevista Sarney negou que tenha vetado o nome de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho.
 
Para a vaga, a bancada do PTB indicou a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, condenado no mensalão.
 
A posse de Cristiane Brasil estava marcada para a tarde desta terça-feira, porém, a Justiça Federal determinou a suspensa por meio de uma decisão liminar (provisória). A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da liminar, mas o Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou o recurso.
 
Pedro Fernandes viajou a Brasília para acompanhar a posse de Cristiane Brasil. Questionado sobre o que achava de a Justiça ter suspendido a posse da colega de partido, ele enviou à reportagem a reprodução de um post publicado no Twitter.
 
"Outra decisão juridicamente inacreditável. Nesse ritmo, da próxima vez, receio não nomearem o ministro da Saúde pode ser fumante", diz o texto encaminhado pelo parlamentar maranhense.

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