Primeiro Bailarino mergulha no universo do brasileiro Thiago Soares

Cultura 14/01/2018 às 09:33


 Ficar parado nunca foi uma opção para Thiago Soares. Apaixonado pelos palcos desde cedo, o bailarino de 36 anos, natural do Rio de Janeiro, é um dos principais expoentes do balé nacional. Com passagens pela Rússia e sendo o principal integrante da Royal Ballet de Londres, parte da trajetória e cotidiano de Thiago será contada no documentário Primeiro Bailarino, que estreia amanhã, 14, no canal a cabo MAX, às 20 horas, no horário local.

 
O filme, dirigido por Felipe Braga, mostra os bastidores do espetáculo que homenageia os 15 anos de carreira do bailarino. Na ocasião, Thiago apresenta quatro coreografias. Duas delas, Paixão e La Bala, foram criadas somente para ele. Em entrevista coletiva concedida ao O POVO, Thiago conta que a concepção da apresentação foi um momento de muita criatividade, em que queria homenagear as pessoas que mais colaboraram para sua formação. No entanto, o excesso de temáticas e variações fez com que esse espetáculo se tornasse o mais exaustivo fisicamente da carreira. “Quando escolhi as obras, não sabia qual seria o cálculo físico”, conta.
 
O espetáculo foi gravado em 2016. Sobre a preparação, Thiago define como um “momento em que estava vivendo muita paixão. Estava em um momento muito obcecado e gostoso com a dança. Muito metido na preparação desse espetáculo. O preparei com todas as minhas forças”.
 
A inspiração para o documentário surgiu pouco depois de conhecer o trabalho de Thiago, diz Felipe. Ao ver uma entrevista do bailarino, o diretor percebeu que se tratava de “um cara muito consciente dos próprios desafios, da própria jornada como artista”. A partir daí, conversas foram realizadas em Londres e Felipe conseguiu a autorização da Royal para filmar dentro das instalações. O projeto foi visto pela instituição como uma forma do público compreender um pouco mais sobre como funciona o cotidiano de quem atua no balé internacional.
 
“Espero de forma muito positiva esse filme possa criar referências para outros jovens brasileiros que tenham essa vocação, ou outros artistas latino-americanos para buscar essa profissão. Me dei conta de que (realizar o documentário) seria algo muito positivo. É uma jornada real, não tem nenhuma maquiagem para deixar o filme mais bonito. Acho algo muito bacana da visão do Felipe. É um retrato real de uma vida na dança”, conta o bailarino.
 
Carreira
 
Apesar de ter entrado na dança urbana ainda cedo, foi apenas aos 15 anos que Thiago começou a praticar balé. Em 2001, conquistou a medalha de ouro no Concurso Internacional de Balé do Bolshoi, o que lhe garantiu um estágio no Balé Kirov, baseado na Rússia. Já em 2002, foi convidado a integrar a equipe do Royal Ballet, onde seguiu carreira até se tornar “primeiro bailarino”, título do documentário.
O filme é uma coprodução da Los Bragas, de Alice e Felipe Braga e Rita Moraes, com a HBO Latin America Originals.

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